quinta-feira, 17 de maio de 2012

Musa do escândalo que desnudou Demóstenes, mulher de Cachoeira é dona de loja de lingeries (Josias de Souza)



Cúmulo da ironia: musa do Cachoeiragate, um escândalo que desnudou reputações, Andressa Mendonça é dona de uma loja de roupas íntimas. Inaugurou-a no ano passado, em Goiânia. Celebrada num programa de tevê chamado Aplauso, a mulher de Carlinhos Cachoeira discorreu sobre sua casa de lingeries. Coisa fina. Dispõe até de ‘sala de fetiches’.
Em 6 de março, ainda no alvorecer da encrenca que o engolfou, Demóstenes Torres insinuara, em discurso, que seus contatos telefônicos com Cachoeira amiudaram-se por conta de um drama vivido por amigos. Daí as mais de quatro centenas de diálogos captados pelos grampos da Polícia Federal.
Demóstenes não mencionou nomes. Mas referia-se à separação de seu suplente, o construtor Wilder Pedro. Vem a ser ex-marido de Andressa. A bela trocara-o por Cachoeira. O vazamento dos grampos revelou que o senador tratava com o contraventor de assuntos bem menos prosaicos.
Tomado pelo teor das tratativas, Demóstenes estava, sabe-se agora, mais próximo da atmosfera despida da loja de Andressa do que do ambiente circunspecto do Senado. Com uma ressalva: a clientela da mulher de Cachoeira busca a realização na nudez insinuada. Ao relacionar-se com o contraventor, o senador alcançou o nu absoluto. Sob ternos bem cortados, tornou-se a mais despida das criaturas.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

"Caiu do Cavalo": Foi o que aconteceu com Rubens Sardenberg, economista-chefe da federação dos bancos (Febraban) que era conduzida na garupa


quarta-FEIRA, 9 DE MAIO DE 2012


O Estado de S. Paulo

Manchete: Bancos vão baixar juros e indicam apoio a Dilma
Ação de Itaú e Bradesco ocorre em meio a polêmica entre Febraban e governo sobre expansão de crédito

Os dois maiores bancos privados do País, Itaú e Bradesco, preparam novas reduções de juros cobrados de empresas e pessoas físicas. A medida é uma forma de demonstrar convergência com a agenda da presidente Dilma Rousseff, um dia depois de mais uma polêmica entre o governo e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Um documento assinado pelo economista-chefe da entidade, Rubens Sardenberg, colocou em dúvida se a queda de juros resultaria em ampliação de crédito.“Você pode levar um cavalo até a beira do rio, mas não conseguirá obrigá-lo a beber água”, escreveu. A nota causou estranheza no governo, e ontem banqueiros se esforçaram para desfazer o mal-estar - a Febraban disse que a opinião de Sardenberg não era oficial. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)

TERÇA-FEIRA, 8 DE MAIO DE 2012


O Globo


Manchete: Bancos reagem a Dilma e não garantem crédito maior
Para Febraban, 'cavalo pode ir até a beira do rio sem beber água'

Pela primeira vez desde que foram atacados pela presidente Dilma Rousseff em cadeia nacional por causa dos juros altos e dos spreads, os bancos se pronunciaram. O economista-chefe da federação dos bancos (Febraban), Rubens Sardenberg, disse, em relatório divulgado ontem, que o setor não pode garantir aumento da oferta de crédito, como deseja o governo, para assegurar o crescimento econômico. Sardenberg alfinetou, no mesmo texto: “Alguém já disse que você pode levar um cavalo até a beira do rio, mas não conseguirá obrigá-lo a beber a água.” Procurados, interlocutores de Dilma retrucaram: “Você não pode obrigar um cavalo a beber água, mas ele também
pode morrer de sede.” (Págs. 1, 19 e 20)

COMENTÁRIO DO BLOG: O cavaleiro "caiu do cavalo" e, no andar da carruagem, são os donos dos Bancos que poderão morrer de sede, embora empanturrados com os juros escorchantes que sempre cobraram, neste país, que pode ser considerado o "Paraíso dos Banqueiros". 

terça-feira, 8 de maio de 2012

"Deveria ter analisado melhor e visto que a ignomínia era demais para ser verdade. Peço desculpas pelo erro". (Deputado Roberto Freire)

De Eduardo Suplicy a Roberto Freire

Desde que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi aos Estados Unidos, em 1993, atrás da mulher (que já estava morta) do ex-assessor da Comissão do Orçamento, José Carlos Alves dos Santos, que não acontecia nada igual. Ontem, o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), brilhou no Twitter. 


Após ler num site (de humor) que a presidente Dilma tinha mandado o Banco Central substituir, nas cédulas do Real, a frase "Deus seja louvado" por "Lula seja louvado", ele protestou: "Isso é uma ignomínia!". Virou piada. Freire acabou pedindo perdão pela ligeireza: "Deveria ter analisado melhor e visto que a ignomínia era demais para ser verdade. Peço desculpas pelo erro".


(Da coluna Panorama Político de Hoje (8) no jornal O Globo (Do Blog de Ilimar Franco) 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Sonia Abrão na frente do espelho vira hit no Twitter


Por FAMOSIDADES

RIO DE JANEIRO - Sônia Abrão ficou surpresa ao ver uma foto sua de maiô circulando pela internet. A apresentadora contou que não sabia que ao postar sua foto no Instagram todo mundo teria acesso a imagem.
'Achei que o Instagram era fechado.
Estava mexendo em umas fotos de uma viagem, achei essa e resolvi publicar. Achei que ninguem iria ver, fiquei surpresa', explicou.
Sônia contou que a a foto foi feita durante um ensaio para uma revista de dieta. “Mas a própria capa foi de roupa porque não me senti tão à vontade', disse.
Por conta da gafe, a apresentadora da Rede TV! se tornou um dos assuntos mais comentados do Twitter na terça-feira (10).

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quinta-feira, 29 de março de 2012


Fim da vida de Chico Anysio foi triste, ele morreu amargurado com os diretores da TV Globo (Carlos Newton - Via Tribuna da Internet)


A gente ainda estava sob o impacto da morte de Chico Anysio, quando Millôr Fernandes também decidiu nos deixar, espalhando uma tristeza e um desânimo insuportáveis, em função da importância que eles tinham para praticamente todos nós.

Sobre Chico Anysio, nos últimos dias lemos muita coisa a respeito de sua vitoriosa carreira, sua genialidade exacerbada, seu extraordinário empenho para arranjar trabalho e sustentar outros comediantes e roteiristas, sua preocupação em ajudar os menos favorecidos, com um tipo de humor em que os ricos eram quase sempre ridicularizados, e por aí em diante.
Aqui no Blog chegaram a sair até comentários terríveis sobre ele, coisas que nem vale à pena mencionar. É claro que Chico cometeu erros, ele era humano como todos nós, apenas isso, mas suas qualidades suplantavam folgadamente os defeitos, é preciso reconhecer e proclamar que ele não era apenas um artista genial, mas também um grande caráter.
O que não se falou com a clareza necessária é que Chico Anysio morreu muito amargurado. Teve um final de vida triste e infeliz. Estava absolutamente decepcionado com os dirigentes da TV Globo, que lhe pagavam um salário astronômico apenas para mantê-lo no elenco, sem aprovar nenhum programa sugerido por ele e impedindo-o de trabalhar em outra emissora, exatamente como ocorreu com outra artista extraordinária, Dercy Gonçalves, e muitos outros atores, diretores e roteiristas que fazem a diferença e podem roubar audiência da Globo, que os profissionais de TV chamam de “nave mãe”.
O calvário de Chico Anysio na TV Globo começou quando o então diretor de Jornalismo, Evandro Carlos de Andrade, decidiu acabar com o quadro que o comediante mantinha desde a estréia do Fantástico. Quando o programa foi ao ar pela primeira vez, em 5 de agosto de 1973, tinha como subtítulo “Um programa de Chico Anysio e Marília Pera”.
Evandro não sabia disso nem se interessava por isso. Seu maior defeito era a vaidade, e orgulhava-se de se portar de forma autoritária. A desculpa de Evandro para afastar o genial comediante, depois de mais de 30 anos de sucesso absoluto no programa do domingo, foi de uma frieza invulgar: “Isso não é humor para o Fantástico” – disse secamente, e essa justificativa atingiu Chico Anysio como uma chicotada.
Foi a partir daí que a TV Globo começou então a ter dois tipos de programas humorísticos – o velho humor de Chico Anysio e seus geniais contemporâneos, totalmente desprestigiados, e o novo humor dos comediantes da TV Pirata, Casseta e Planeta etc., todos considerados geniais.
Como se vê, foi uma discriminação absolutamente estúpida e negativa. Aliás, não é por coincidência que desde então a TV Globo vem perdendo audiência. Para ser mais preciso, já perdeu cerca de 35% da audiência “share” (percentual de aparelhos ligados) nos últimos 20 anos.
E não foi por falta de aviso. Desde essa época, Chico Anysio vivia insistindo que só existem dois tipos de humorismo – o que tem graça e o que não tem graça. E é verdade. Não existe novo humorismo e velho humorismo, e pensar o contrário é uma idiotice que chega a ser realmente inacreditável, especialmente no caso de um profissional experiente e capaz como Evandro Carlos de Andrade.
O mais incrível é que ninguém ouviu os sábios conselhos de Chico Anysio. Ele não foi levado em consideração nem pela TV Globo nem pelas emissoras concorrentes, que até hoje continuam a insistir em imitar a Vênus Platinada em tudo, até mesmo nos erros, que não poucos.
Se alguma emissora tivesse raciocinado sobre a procedência das sugestões de Chico Anysio, passando a investir pesado na vertente do humor, sem dúvida os índices de audiência da TV Globo teriam caído ainda mais, não há a menor dúvida. Mas ninguém se interessou em ouvir quem mais entendia do assunto.
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PS – Fico particularmente triste ao fazer esse relato, porque tive oportunidade de trabalhar com os dois – Chico Anysio e Evandro Carlos de Andrade.
Com Chico Anysio, trabalhei muito rapidamente, na época em que esteve casado com Alcione Mazzeo. Ele até nos convidou para uma grande festa, quando o filho Bruno completou um ano de idade. Chico morava na casa de Bibi Ferreira, no Bairro do Joá. Eu e Jussara levamos nosso filho, que também só tinha um ano, e a festa foi sensacional. Foi lá que conheci Mauricio Shermann, outro grande mestre da TV, com quem depois eu viria a trabalhar.
Quanto a Evandro, trabalhei anos com ele em O Globo. Fomos muito amigos, depois rompemos, mas acabamos ficamos amigos de novo, e assim a vida foi seguindo seu curso.

quarta-feira, 28 de março de 2012


Homem é imobilizado por pistola taser e morre

Segundo a mulher da vítima, ele consumiu grande quantidade de drogas durante toda a noite de sábado e estava tendo alucinações


O assistente de controladoria Carlos Barbossa Meldola, de 33 anos, morreu na madrugada deste domingo, em Florianópolis, após ser imobilizado por uma pistola taser, segundo informações da Polícia Civil.

O caso aconteceu por volta das 2h30, quando a esposa de Carlos acionou a Polícia Militar. Segundo ela, Carlos consumiu grande quantidade de drogas durante toda a noite de sábado e estava tendo alucinações, gritando que estaria sendo perseguido.

Por conta das alucinações, segundo a polícia, Carlos começou a destruir móveis do apartamento, na Rua Brisamar, no bairro Ingleses. Durante o surto psicótico, Carlos abriu a janela do apartamento e estaria tentando pular quando foi imobilizado com a arma pelos PMs, segundo o delegado Antonio Claudio de Seixas Joca.

Ao ser atingido pela arma, que produz contração muscular, Carlos acabou se escorando na parede. No momento em que foi colocado no chão, os policiais perceberam que a vítima estava desmaiado e foi reanimado, sem sucesso.

A Polícia vai instaurar inquérito e vai ouvir os envolvidos ainda hoje, entre eles os policiais militares que atenderam o chamado e a esposa de Carlos. De acordo com o delegado, ele aguarda os laudos periciais da vítima e da arma para atestar a causa da morte de Carlos.


segunda-feira, 26 de março de 2012

‘Detalhes tão pequenos, grandes para esquecer’ (Josias de Souza)



De um tucano com língua de víbora:

“Ao discursar no final das prévias, o Serra (52,1% dos votos) acomodou na fila dos agradecimentos o José Aníbal (31,2%) e o Ricardo Tripli (16,7%) atrás do Bruno Covas e do Andrea Matarazzo.

Erro crasso. Donos de 48% dos votos da militância, os combatentes receberam tratamento inferior ao dos fugitivos.

Como diz o Roberto Carlos, são esses ‘detalhes tão pequenos’ que viram ‘coisas muito grandes pra esquecer’.”